CARTA PARA MIM


Querido eu,

perdoa-me. Não foi um ano fácil. Houve dias em que o peso parecia maior do que a fé, mas, mesmo assim, Deus não te abandonou. Cada silêncio foi também uma resposta, cada queda uma lição que não veio em forma de conforto, mas de verdade.

Tomei grandes decisões, algumas dolorosas, outras solitárias. Fiz escolhas que poucos compreenderam, mas todas nasceram do mesmo lugar, a vontade de te proteger, de não te perder no meio do barulho, de não te trair para agradar ao mundo.

O tempo passou. A vida falou claro, as pessoas também mostraram o quanto podem. A sociedade revelou os seus limites e as suas exigências. Não faltaram sinais nem alertas. Recebeste todas as respostas que precisavas, mesmo aquelas que doeram para aceitar.

Agora resta caminhar. Executar o que foi pensado em silêncio, regado a medo e coragem ao mesmo tempo. Não há mais espaço para hesitação nem para fracassos que custam a dignidade. O que foi planificado não é fuga, é construção.

E lembre-se, não te esqueças de onde vens, mas isso não significa que devas voltar atrás. Não negocias os teus valores, não pedes desculpa por crescer. Recusas a estagnação, recusas a culpa que não te pertence. A partir de agora, segues em frente, inteiro, consciente e irrecusável.

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