DEIXAR IR TAMBÉM É AMAR


Oi, Amor,

Passam dias, semanas, meses e anos, e tu continuas a cantar a mesma música, dizes que me queres para ti, que me amas, mas já não vejo isso.

Sempre me pediste para esperar, para te dar mais tempo para melhorares, mas parece-me que, para ti, o tempo parou. Não tens pressa de viver. Inventas desculpas para fugir das tuas responsabilidades.

Sinceramente, cansei-me de ter sempre que perguntar o que sentes por mim. De me doar a cada dia, esperando que um dia o meu amor seja correspondido, mas só recebo respostas como: “estou a trabalhar”, “ando ocupado”, “não se compare com o meu trabalho”, “vou me distrair um pouco com os amigos”, entre outras desculpas.

Cansei-me de escutar palavras que não passam de uma canção para o bebé dormir, dizes uma coisa e as tuas atitudes deixam apenas dúvidas. Afinal, devo confiar nas tuas palavras ou nas tuas atitudes? Tu sempre me confundes. Cansa ter que decifrar sinais. O amor verdadeiro é claro, não deixa incertezas.

Então, esta é a minha última carta para ti. Se o teu amor fosse tão real quanto as tuas palavras, eu seria a mulher mais feliz do mundo.

Adeus, Jorge.

Escolhi seguir em frente.

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